quarta-feira, 9 de janeiro de 2013



"Se eu tivesse seguido por outro caminho, lido outros livros e conhecido outras pessoas, hoje não seria eu. Se eu tivesse pegado um atalho ou virado uma rua acima, minha vida não seria a minha. O mundo não passa de um grande e bonito labirinto de peças de dominó: uma só peça tombada e o resto se curva aleatoriamente até chegar ao fim. Somos movidos por perguntas e, logo após, pelas respostas, as escolhas. Não é a vida que nos leva, nós é que a carregamos, a cada “sim” ou “não” dito diante de uma situação. Em frente ou enfrente? E assim cai a primeira peça, logo a segunda e depois a terceira, até chegarmos na peça que somos hoje. Escolhas, de simples à complexas, podem mudar do sabor do sorvete até nosso futuro inteiro. O fazer ou não fazer decide o ser ou não ser. É por isso que sou assim, um fruto da escolha passada. Moldada à partir do que abri mão e do que dei continuidade. Se eu tivesse tomado outra rua, outra rota, outra direção, talvez não estivesse escrevendo. Talvez não estivesse feliz. Talvez fosse semelhante àquele que julgo hoje. Que tipo de pessoa eu seria se não houvesse vivido o que vivi? Talvez eu nem continuasse vivendo."
Autor Desconhecido.






Por:  Natália Pereira 

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

A libriana


Todos os dias a mesma história: nunca sei o que quer a libriana.
Diz o horóscopo que ela é sensível, e primeiro eu vi que não. Não com a camiseta do Guns N’ Roses, o gosto por rock e suas falas rebeldes. Mas ao chegar mais perto, pude ver os romances nas prateleiras, o jeito discreto e a maneira que ela foge de brigas. Ela é diplomática. De fato, afinal uma roqueira que nunca se mete em encrencas (e tem medo de fazê-lo) é ela.
Como todos os librianos, com ela é muito fácil de conviver. Também, alguém mais muda de decisão igual a ela? O único problema é precisar de opiniões sérias e rápidas. “- Isso ou aquilo?” eu pergunto. “- Aquilo.” Ela responde. “– Gostei mais disso.” Reclamo. “- Ah, então pode ser.”
Lembrei de outro ponto negativo: ela não gosta de sobremesa. E mesmo que na maioria das vezes ela não pareça nada delicada, ela adora ser fina. Ah, ela sempre reclama que está solteira, mas conquistá-la me parece uma batalha sem fim. “Alto demais.” “Novo demais.” “Grudento demais.” “Perfeito demais.”
Li que a cor dela é o azul, mas não concordo. Acho que o preto combina muito mais. E tons pastéis, claro para equilibrar.
Equi(libra)r. Essa palavra rege o signo. Mas não acho que seja a palavra dela. Eu a descreveria apenas como libriana.


Por: Carolina Ferreira, baseado na lindíssima Raíssa Lima.